O Flamengo anunciou nesta segunda-feira, 19 de agosto de 2025, a Superbet como sua nova patrocinadora máster em um contrato histórico que redefine o mercado esportivo brasileiro.
O acordo, válido por três temporadas, soma R$ 600 milhões em valores fixos (R$ 200 milhões/ano) e pode chegar a R$ 1 bilhão com bônus por títulos em competições como Libertadores e Brasileirão.
Este valor supera em 94% o contrato anterior do clube com a PixBet (R$ 115 milhões/ano) e triplica o do Vasco com a Betfair (R$ 70 milhões/ano), consolidando-se como o maior da história do futebol nacional.
A mudança ocorre após a ruptura com a PixBet em 13 de agosto, motivada por atrasos nos repasses que ameaçavam a marca rubro-negra, avaliada em US$ 99,9 milhões pela Brand Finance em 2024.
A escolha pela casa de apostas romena baseou-se em sua solidez regulatória (licenças em 15 países), sinergia digital com a FlaTV+ para apostas in-play e alinhamento estratégico com a expansão global do Flamengo.
Os primeiros R$ 200 milhões já terão destinos específicos: cobrir parte da compra do atacante Samuel Lino (€22 milhões), modernizar o CT Ninho do Urubu e recompor dividendos de acionistas (40% em 2026, ante 30% em 2025).
Apesar do impacto financeiro, o acordo gera debates sobre riscos: 100% dos 12 maiores patrocínios no Brasil são de cassinos online, e o índice de força da marca do Flamengo caiu de 77.8 para 74.9 em 2024, segundo a Brand Finance, parcialmente por associação com apostas.
Torcedores dividem-se nas redes, entre a euforia pelos reforços e o temor de ver o “Manto Sagrado como outdoor de cassino”. O contrato inclui cláusulas inéditas, como metas de engajamento via “Clube Superbet” (benefícios como cashback e encontros com jogadores) e rompimento imediato em caso de fraudes esportivas.
Enquanto o clube projeta receita recorde de R$ 2.3 bilhões em 2025, especialistas como Eduardo Chaves, da Brand Finance Brasil, alertam: “O valor monetário não substitui a conexão emocional com 45 milhões de apaixonados” .














